Brasil em números
Nordeste e Brasil, 2000–2026

Menos pobreza, mais emprego, floresta em pé.

Os números oficiais, sem enrolação. Cada dado vem com ano e fonte, e os principais vêm explicados em português simples.

Os números mostram o que mudou; sozinhos, não provam o que causou a mudança.

6,5%
da população do Nordeste vive em extrema pobreza
Era 17,6% em 2021, o pior ano da série. Dado de 2024.
−17,4%
na taxa de desemprego do Nordeste
4º trimestre de 2025 contra o de 2024. É a queda de 1,5 ponto percentual (a diferença entre as duas taxas), em termos relativos.
5.731km²
de floresta derrubados na Amazônia em 2025
Eram 13.038 km² em 2021.
01

A extrema pobreza no Nordeste caiu de 17,6% para 6,5% em três anos

De 2021 a 2024. Olhando mais longe, a pobreza geral caiu de 56,4% em 2012 para 39,4% em 2024, o menor valor entre os anos com dado.

Pobreza e extrema pobreza no Nordeste

% da população. Pobreza: viver com menos de US$ 6,85 por dia. Extrema pobreza: menos de US$ 2,15 por dia (linhas do Banco Mundial).

PobrezaExtrema pobrezaGoverno Bolsonaro (2019–2022)Governo Lula 3 (2023–)

Linhas tracejadas ligam anos sem registro (2013 e 2015 a 2018 não foram encontrados).

Em outras palavras: a extrema pobreza atingia 11 nordestinos a menos a cada 100 em 2024 do que em 2021.

Extrema pobreza

17,6%→6,5%

2021 → 2024, Nordeste. Queda de 11,1 pontos percentuais (diferença entre as duas porcentagens).

Pobreza

56,4%→39,4%

2012 → 2024, Nordeste. Queda de 17 pontos percentuais.

Brasil: a pobreza em queda, segundo o IBGE

% da população do país (Síntese de Indicadores Sociais 2025, IBGE, divulgada em 03/12/2025). Mesmas linhas do Banco Mundial: US$ 6,85 e US$ 2,15 por dia.

PobrezaExtrema pobreza
9,0% → 3,5%extrema pobreza no Brasil, 2021 → 2024
36,8% → 23,1%pobreza no Brasil, 2021 → 2024
8,6 mide pessoas saíram da pobreza entre 2023 e 2024
1,9 mide pessoas saíram da extrema pobreza no mesmo período

Segundo o IBGE, o Nordeste teve a maior queda anual da pobreza entre as regiões: de 47,2% em 2023 para 39,4% em 2024 (−7,8 pontos percentuais). O gráfico do Nordeste acima usa a série da FGV IBRE até 2023, que mostra 47,4% nesse ano; a diferença vem da fonte.

Em outras palavras: sem os programas sociais, a extrema pobreza em 2024 seria de 10,0% em vez de 3,5%, diz o IBGE. O instituto também cita a manutenção do Bolsa Família acima do patamar pré-pandemia e o dinamismo do mercado de trabalho como fatores da queda.
02

Menos desigualdade, mais desenvolvimento humano

No Nordeste, o Gini caiu e o IDH municipal passou de 0,713 para 0,762. E o salário mínimo voltou a crescer acima da inflação.

Desigualdade (Gini)

Mede a desigualdade de renda, de 0 a 1. Quanto mais perto de 0, mais igual. Nordeste.

0,560→0,502

2019 → 2024. Série da FGV IBRE. O IBGE (Síntese de Indicadores Sociais 2025) registra 0,499 para o Nordeste em 2024, com os programas sociais incluídos.

IDH municipal

Nota de 0 a 1 que junta saúde, educação e renda (PNUD). Quanto mais alto, melhor. Nordeste.

0,713→0,762

2021 → 2024. A queda de 2021 ficou para trás.

Salário mínimo

Ganho real acumulado, de 2003 a 2026, já descontada a inflação.

+97,9%

Quase dobrou o poder de compra em 23 anos.

Ganho real do salário mínimo em cada governo

Quanto o salário mínimo ganhou acima da inflação oficial (INPC) em cada governo, somando todos os anos do mandato (não é por ano). Lula 1–2 reúne dois mandatos, 8 anos. A regra de valorização valeu até 2019, foi trocada por reposição só da inflação em 2020–2022 e voltou em 2023.

Em outras palavras: nos três mandatos de Lula, o salário mínimo ganhou mais do que a inflação: +53,7% nos dois primeiros e +10,5% no terceiro, que ainda está em curso.
03

O desemprego no Nordeste está caindo

A taxa de desemprego é a parcela de quem procura trabalho e não encontra. No 4º trimestre de 2025 ela caiu 1,5 ponto percentual no Nordeste, uma queda de 17,4% da própria taxa. Em 7 dos 9 estados, a média de 2025 ficou abaixo da de 2024.

4º trimestre de 2025

−1,5 pontos

Diferença entre a taxa do 4º trimestre de 2025 e a do 4º trimestre de 2024, no Nordeste. Em termos relativos, a taxa caiu 17,4%.

Em outras palavras: a taxa de desemprego encolheu mais de um sexto em um ano.

Desemprego por estado do Nordeste

Mudança da média anual de 2024 para 2025, em pontos percentuais. Verde: caiu. Laranja: subiu.

Brasil: desemprego na menor taxa da série

Taxa anual de desocupação, % da força de trabalho (PNAD Contínua, IBGE, divulgada em 30/01/2026). Anos selecionados: a série começa em 2012.

Outros governosGoverno BolsonaroGoverno Lula 3
Em outras palavras: em 2025 o Brasil teve a menor taxa de desemprego desde que o IBGE começou a medir, em 2012. O desemprego caiu 1 ponto percentual frente a 2024.

Mercado de trabalho em 2025

59,1%nível de ocupação, o maior da série (58,6% em 2024)
103 mide pessoas ocupadas, recorde da série
38,9 mide empregados com carteira, o maior valor da série
R$ 3.560rendimento real habitual médio, +5,7% sobre 2024
14,5%de subutilização da força de trabalho (era 16,2% em 2024)
5,4%de desemprego no 2º trimestre de 2026 (era 5,8% um ano antes)

Subutilização = desocupados, quem trabalha menos horas do que gostaria e quem quer trabalhar mas não procurou. No 2º trimestre de 2026 (IBGE, 14/08/2026) o rendimento médio real do Nordeste foi R$ 2.645, com crescimento sobre o 2º trimestre de 2025.

04

Imposto de renda: isenção até R$ 5 mil

Desde janeiro de 2026, quem ganha até R$ 5 mil por mês não paga imposto de renda. De R$ 5 mil até R$ 7.350 o desconto é parcial. A conta é fechada com um imposto mínimo sobre as rendas mais altas.

Quem é beneficiado

15 mide pessoas beneficiadas
10 micom isenção total
R$ 7.350por mês: teto da redução parcial
2,1 mide empregos formais do Nordeste na faixa beneficiada

Quem paga a conta

Imposto mínimo de até 10% sobre rendas acima de R$ 600 mil por ano. “Renúncia” é o imposto que o governo deixa de cobrar com a isenção.

R$ 34,1 biarrecadados com o imposto sobre altas rendas
R$ 25,8 bide renúncia em 2026

A faixa de isenção, em salários mínimos

SM = salário mínimo. A tabela ficou congelada de 2015 a abril de 2023. Anos em que a fonte registra a faixa em salários mínimos.

2,4 SMem 2015
1,9 SMem 2019
1,6 SMem 2022
2 SMem 2024, após a correção
3,1 SMem 2026
Em outras palavras: a faixa de isenção, que tinha encolhido para 1,6 salário mínimo, passou a cobrir 3,1 salários mínimos.
05

A derrubada da Amazônia caiu para menos da metade desde 2021

Em 2026, a estimativa preliminar do Inpe é a menor desde 1988. O Cerrado também registra a menor taxa da série.

Amazônia Legal: área desmatada por ano

Em milhares de km² (13,0 = 13.000 km²). Medição por satélite do Inpe (PRODES), que conta de agosto a julho. 2026 (barra clara) é estimativa preliminar.

Outros governosGoverno Bolsonaro (2019–2022)Governo Lula 3 (2023–)

O ano PRODES de 2023 (agosto de 2022 a julho de 2023) inclui meses do governo anterior. Os dados de 2023 a 2025 são consolidados; 2026 é preliminar.

2021 → 2025

13.038→5.731

km² desmatados na Amazônia Legal (PRODES).

Em outras palavras: em 2025 foi derrubada menos da metade da área de 2021.
06

O PIB cresce todos os anos desde 2021

PIB é tudo o que o país produz em um ano. Chegou a R$ 12,7 trilhões em 2025. Entre 2002 e 2023, período que atravessa vários governos, o PIB do Nordeste cresceu 63,4% já descontada a inflação, mais do que o do país (58,2%).

Crescimento real do PIB do Brasil

% ao ano, descontada a inflação (“crescimento real”).

Outros governosGoverno BolsonaroGoverno Lula 3

Nordeste × Brasil

+63,4%PIB real do Nordeste, 2002–2023
+58,2%PIB real do Brasil, mesmo período
R$ 27.682PIB per capita do Nordeste, 2023
R$ 53.887PIB per capita do Brasil, 2023

O Nordeste equivale a 51,4% do PIB per capita brasileiro. Contas Regionais do IBGE saem com dois anos de atraso.

US$ 358 biem dólares guardados pelo Banco Central (reservas, dez/2025)
5,5×é quanto as reservas valem frente à dívida externa federal

PIB em 2026

IBGE, Contas Nacionais Trimestrais, divulgadas em 01/09/2026.

+0,5%no 2º trimestre de 2026, contra o 1º trimestre
+2,0%contra o 2º trimestre de 2025
+1,9%no 1º semestre de 2026, contra o mesmo período de 2025
+1,9%nos quatro trimestres até junho de 2026

O ritmo desacelerou: nos quatro trimestres até junho de 2025 o crescimento tinha sido de 3,3%, segundo o IBGE.

Como ler este site

Este site reúne indicadores em que houve melhora. A seleção é parcial. Não é publicidade oficial do governo federal.

Os números são os publicados pelas fontes (IBGE, Inpe, PNUD, Banco Central, FGV IBRE, entre outras), com o ano de cada dado. Não há valor inventado nem arredondado para parecer melhor.

Sobre causas: uma queda de indicador depois de 2023 não prova, sozinha, que uma política causou a queda. Várias séries começam antes e atravessam mais de um governo; os gráficos mostram isso.

Valores calculados: o ganho real do salário mínimo em 2023 e 2026, as variações do desemprego e o índice de renda foram calculados a partir de valores publicados. Pontos sem registro aparecem como lacuna, não como zero.